Três tipos básicos de personalidade, por Maria Helena Matarazzo

"Há três tipos básicos de personalidade: a dependente, a controladora e a competitiva. Embora em momentos de tensão um deles possa sobressair-se, a maioria das pessoas pertence ao mesmo tipo durante toda a vida. Compreender as suas características e as de seu parceiro facilita bastante a convivência e torna o relacionamento mais feliz."

Assim começa um EXCELENTE ARTIGO DE "MARIA HELENA MATARAZZO" que foi Colaboradora da RevistaCaras” – Editora Abril – de 1994 a 2001. Guardei o recorte da Revista ate'hoje, e infelizmente não encontrei o texto original na WEB, o que me impossibilita de colocar o LINK e apenas destacar o caput.

Então... permitam-me a seguir TRANSCREVER NA INTEGRA o que escreveu para a Revista Caras na Coluna "AMOR".
(RC)
Imagem: Uol.com.br

"A maioria das pessoas tem relacionamentos "sérios e semi-sérios". O pai da psicanálise, Sigmund Freud, no entanto, disse que "nunca nos vemos tão desprotegidos quanto ao sofrimento como quando amamos".

Em seu livro Eu Te Amo! E Aí? (Summus Editorial), o psiquiatra americano David Viscott descreve os três tipos de personalidade mais comuns, e explica como se ligam uns aos outros, quando amantes. Para ele, todos nós temos traços de personalidade dos dependentes, dos controladores e dos competitivos, mas, em situações de tensão, um dos tipos predomina. Compreender a sua personalidade e a de seu parceiro ajuda a lidar melhor com sua relação de amor.

As pessoas dependentes são amorosas. Vivem para colaborar e agradar, precisam assegurar-se de que são amadas. Necessitam de carinho e ligam-se rapidamente a alguém que demonstre afeto. Esse sentimento é sua dádiva e sua busca. Por isso, parecem hipnotizadas com a perspectiva de estarem ligadas a uma pessoa que as ama, como o animalzinho fica imobilizado diante do farol de um carro que se aproxima.

Como todos nós somos dependentes ao iniciarmos nossa vida, temos uma inclinação natural para nos ligar a qualquer pessoa que nos prometa tomar conta de nós. Em geral, as mulheres são mais do tipo dependente do que os homens. Necessitam tanto de aprovação que parecem ser imunes à raiva. Têm paciência inesgotável e são incapazes de guardar rancor. Seu lema inconsciente é: "Por favor, goste de mim".

Os indivíduos controladores insistem em assumir tudo e tomar todas as decisões, tanto na cama quanto fora dela. Os homens geralmente são mais controladores do que as mulheres. Quando têm essas características, são fechados e orgulhosos demais para admitir qualquer fraqueza. Se acaso as parceiras discordam de suas opiniões, tendem a intimidá-las e menosprezá-las, porque consideram a obediência a melhor prova de amor.

A mulher dependente proclama a necessidade que tem do parceiro; o homem controlador nega tal necessidade, mas não deixa a mulher libertar-se, ir embora.

O afeto da mulher que se apaixonou por um homem controlador pode declinar aos poucos, pois, independentemente do fato de estarem sendo preenchidas suas necessidades econômicas, ninguém ama seu carcereiro.

No início, a mulher dependente interpreta os presentes do parceiro como prova de amor. O homem, por sua vez, com freqüência tende a confundir a doação de dinheiro com dar afeto. Por fim, o que sabemos é que as pessoas competitivas, homens e mulheres, gostam de ficar por cima, o que talvez, seja sua força, mas também sua fraqueza. Grandes sonhadores, estão sempre tentando mostrar que são melhores do que os outros. Vivem uma realidade governada por aquilo que imaginam e não por aquilo que verdadeiramente acontece.

Infelizmente, num relacionamento, a pessoa competitiva recorre muitas vezes à sua imaginação para fingir que algo tem muita importância, simplesmente porque necessita sentir-se valorizada. Em conseqüência, um dia acaba perdendo o apoio do outro, que pára de acreditar, de confiar nela.

Viscott considera que um casal feliz é um casal infeliz que têm os mesmos tipos de problema: apenas os resolvem de maneira diferente. Por isso, coragem! O que na verdade caracteriza um bom relacionamento é o fato de procurarmos ser felizes resolvendo os problemas juntos, conscientes de que estamos comprometidos com uma solução. Um casal equilibrado mede sua felicidade pela disposição de compartilhar o fardo e a alegria da vida a dois, enfrentando abertamente os problemas que apareçam. "
(Maria Helena Matarazzo)

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Um comentário

  1. Concordo plenamente mas fica uma dúvida?Como amar alguém sem Depender sentimentalmente dela, se vai te apoiar ou nao...melhor ficar sozinho pois na minha opiniao amar é dividir e p dividir vc tem q confiar e p/ confiar tem q tá seguro nao é?

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